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Experiências

0 Comments | This entry was posted on Jan 20 2008

No tempo de nossos pais, bastávamos ter o ensino médio e já poderíamos ir atrás de empregos, e em geral, conseguiam-se bons empregos. O mundo mudou, e foram criados métodos de avaliação mais aprofundados dos candidatos a vagas de emprego. Hoje, temos que passar, em média, por 3 fases em qualquer processo de seleção para enfim sermos aceitos. Não basta ter no currículo um curso superior. As empresas também querem saber que línguas você domina, que cursos e certificações realizou, que resultados alcançou no passado, querem saber sua capacidade de abstração, sua adaptibilidade, enfim, uma lista imensa de critérios de avaliação.

Dentre destes critérios utilizados tenho comentários pessoais sobre 3 deles …

Saber um idioma além do idioma de Eça de Queiroz eu considero uma prioridade até mesmo para quem pensa em nunca sair do país para trabalhar. O inglês é praticamente pré-requisito mesmo em pequenas empresas. Por mais que não venhamos a fazer uso intenso do idioma durante o trabalho, o conhecimento de inglês técnico e de leitura é encarado como essencial, visto que em geral, o mundo da TI tem o inglês como seu principal meio de comunicação.

Um dos critérios de avaliação que mais me irritam são as certificações. Talvez por eu ter uma educação baseada em abstração e teoria, eu acredito que exigir uma certificação, é exigir um certificado de que você é capaz de copiar algo muito bem, além de servir para avaliadores de recursos humanos leigos em tecnologia terem uma forma de classificar o candidato baseando-se no seu número de certificações.

Um grande fator diferencial, que eu mesmo constatei, tem sido relatar vivências no exterior, sejam elas a negócios ou turismo. A bagagem cultural que trazemos em uma viagem é muito grande, e isso pode ser usado como um critério auxiliar e também como forma de mensurar a capacidade de abstração da pessoa (o conhecido CVP – coeficiente de viração própria). A tirinha do Dilbert acima ilustra a diferença entre ter um profissional com cultura e capacidade de abstração dentro da organização. Um bom exemplo de uso de abstração está no livro “A Arte da Guerra” de Sun Tzu, de onde foram trazidas técnicas do mundo da guerra para dentro do mundo corporativo.

Ressalto que as convicções aqui apresentadas são de minha autoria e baseadas em experiências pessoais. Não é objetivo generalizar o nível atual de avaliadores do mercado de TI. No entanto, creio que são dicas e alertas que podem ser úteis para muita gente.

:D